OFB

Orquestra Filarmonia das Beiras

A Orquestra Filarmonia das Beiras nasceu em 1997, no âmbito do programa governamental para a criação de uma rede de orquestras regionais, e deu o seu primeiro concerto no dia 15 de Dezembro, desse ano. Desde então, realizou mais de 500 concertos e afirmou-se como instituição de reconhecida importância na região em que se insere. A sua acção tem em vista o desenvolvimento da cultura musical, através de acções de captação, sensibilização e fidelização de públicos e, também, no apoio à formação profissionalizante de jovens músicos. Nesse sentido, tem colaborado com escolas de música e jovens músicos da região, organizou em 2002 e 2003 cursos de Direcção de Orquestra, realizou o projecto Orquital – desenvolvido em parceria com a Universidade de Aveiro, que utiliza as novas tecnologias da comunicação para a sensibilização e educação musicais e que deu lugar a um CD-ROM e um site na Internet – e desenvolve anualmente um projecto intitulado “Música na Escola”, que já levou a música a mais de 30 mil crianças do 1.º Ciclo.

A par do seu papel de dinamização e descentralização cultural, a OFB tem-se afirmado no panorama musical português através de importantes participações nos principais festivais de música do país (Algarve, Aveiro, Coimbra, Estoril, Évora, Gaia, Leiria, Póvoa de Varzim ou a Festa da Música do Centro Cultural de Belém – extensão de Viseu) e no estrangeiro, onde se destacam a participação no Festival de Guyenne (França) em 1998 e no Festival de Mérida (Espanha) em 2004, e ainda através da cooperação com outros organismos artísticos ou a participação em importantes co-produções. São estes os casos dos espectáculos no Coliseu de Recreios de Lisboa com a companhia Cirque du Soleil em 2000, a interpretação da música de Bernardo Sassetti para o filme “Maria do Mar”, de Leitão de Barros, em 2001 e 2003, a execução da ópera infantil “A floresta”, de Eurico Carrapatoso, numa co-produção com o Teatro Nacional de São Carlos, Teatro São Luís, Teatro Aveirense e Teatro Viriato em 2004 e a colaboração com a Companhia Nacional de Bailado na produção do bailado “Sonho de uma Noite de Verão”, de Heinz Spoerli, com récitas no Teatro Camões em Lisboa, no Europarque de Santa Maria da Feira e no Teatro Romano de Mérida também em 2004.

A Orquestra é regularmente dirigida por alguns maestros estrangeiros e pelos mais conceituados maestros em actividade em Portugal (Gerhard Samuel, James Tuglle, Ernst Schelle, Manuel Ivo cruz, Fernando Eldoro, Vasco Pearce de Azevedo, Jean-Marc Burfin, António Saiote, Cesário Costa, Max Rabinovitsj e Mário Mateus,) e tem colaborado com músicos de grande prestígio nacional e internacional, de onde se destacam os violinistas Régis Pasquier, Valentin Stefanov e Wojciech Garbowski, os violoncelistas Irene Lima, Paulo Gaio Lima e Teresa Valente Pereira, os flautistas Patrick Gallois e Istavn Matuz, os oboístas Pedro Ribeiro e Alex Klein, os pianistas Pedro Burmester, Jorge Moyano, Miguel Borges Coelho, Bárbara Dória, Gabriela Canavilhas, Adriano Jordão, Anne Kaasa, Valery Starodubrovsky e Valerian Shiukaschvili, os guitarristas Carlos Bonell, Alex Garrobé, Aliéksey Vianna e Jozef Zsapka ou o saxofonista Henk van Twillert, assim como com os cantores Elsa Saque, Elisabete Matos, Sílvia Mateus, Elvira Ferreira, Isabel Alcobia, Elsa Cortez, Angélica Neto, Margarida Reis, Maria Ana Vassalo, Carlos Guilherme, Mário Alves, Rui Taveira, Marco Santos, João Rodrigues, Luís Rodrigues, Jorge Vaz de Carvalho, Armando Possante, José Corvello e António Salgado entre outros. Simultaneamente, a OFB tem procurado dar oportunidade à nova geração de músicos portugueses, sejam eles maestros, instrumentistas ou cantores.

Dedicando-se normalmente à execução do reportório específico para uma formação clássica, com obras que vão desde o Século XVII ao Século XX, a OFB tem, sob a Direcção Artística do Maestro António Vassalo Lourenço, dado particular importância à interpretação de música portuguesa, quer ao nível da recuperação do património musical, quer à execução de obras dos principais compositores do século XX e XIX, onde se incluem estreias de obras e primeiras audições modernas de obras de compositores dos Séculos XVIII e XIX. Neste contexto gravou um CD com orquestrações do compositor João Pedro Oliveira sobre Lieder de Schubert, gravou um outro CD com a Missa para Solistas, Coro e Orquestra de João José Baldi. A vontade de proporcionar novas experiências artísticas ao público tem levado à abordagem de outras áreas musicais como a música para filmes ou teatro musical, ou a colaboração com diversos artistas do panorama nacional onde se incluem Maria João e Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Dulce Pontes, David Fonseca e Nuno Guerreiro.

informação retirada do site orquestradasbeiras.com

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